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domingo, 2 de agosto de 2015

O gato de botas


O protagonista é um gato muito esperto. João, o seu dono, é o filho mais novo de um velho moleiro que antes de morrer distribuiu entre seus três filhos os seus poucos haveres. Para João, o velho deixou apenas um gato que aparentemente não iria lhe servir para nada. Porém, ao descobrir que o gato fala João fica surpreso e perplexo.

- O gato pede para João comprar-lhe um par de botas. Sem muito a perder João faz o que o gato pediu. O gato queria impressionar e mostrar para João que servia para alguma coisa e, calçado nas botas, corre de encontro ao castelo do rei onde o presenteia com um belo coelho. Como o rei gostava de coelho ensopado o retribuiu com um saco de moedas de ouro. O gato de botas realizou a proeza por várias vezes consecutivas e sempre em troca ganhava um saco de moedas que levava entusiasmado para o seu dono.
- Certa vez o gato disse a João que pulasse no rio e quando a carruagem do rei passasse começasse a gritar. Sem entender muita coisa João realiza o pedido. E quando o rei passa na carruagem com sua filha, o gato e João começam a gritar desesperadamente por socorro. Reconhecendo o amigo, o rei para e pede que seus serviçais salvem o dono do gato. Além disso, dá-lhe roupas novas e ele fica parecendo um príncipe.
- João apaixona-se pela filha do rei e troca olhares melosos com ela. O gato de botas corre na frente da carruagem e chega ao castelo do feiticeiro ogro e engana o tirano malvado fazendo-o transformar-se em um pequeno camundongo que, por sua vez, é engolido pelo gato.
- Os serviçais do castelo, agora pertencente ao gato e a João, recepcionam o rei, sua filha e seus serviçais com um maravilhoso banquete. Na ocasião o rei admira e parabeniza João pela riqueza e beleza de suas propriedades. O rei também concede a mão da filha em casamento a João que agora se tornara rico por esperteza do então gato de botas.


Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.
Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse: 
__Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno. 
Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto. 
Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe: 
__Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso. 
__Coelho?! - exclamou o rei.
__ Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos. 
No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás. 
Durante um tempo, o gato continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do Marquês de Carabás. 
Um dia o gato convidou seu amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:
__ De hoje em diante seu nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água. 
O rapaz não estava entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido. 
O gato havia levado rapaz no local por onde devia passar a carruagem real. 
esperto gato ao ver uma carruagem se aproximando começou a gritar:
__Socorro! Socorro! 
Que aconteceu? - perguntou o rei, descendo da sua carruagem. 
Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.
__ Meu amo está dentro da água, ficará resfriado. 
O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem. 

Contos, fabulas e historinhas: O Gato de Botas

O dono do gato vestiu-se e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou: 
__Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço. 
O rei convidou o falso marquês para subir em sua carruagem. 
__ Será que a vossa majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? – perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapaz
O rei aceitou o convite e o gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa. 
O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores: 
__O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei mandará cortar-lhes a cabeça. 
De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe: 
__Do muito nobre marquês de Carabás. 
__Que lindas propriedades tens tu!- elogiou o rei ao jovem. 
O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha: 
__Eu também era assim, nos meus tempos de moço. 
Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça: __Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês. 
Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam: 
__Do mui nobre marquês de Carabás. 
O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço: 
__ Ó marquês! Tens muitas propriedades! 
O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu: 
__Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres? 
__ Certíssimo - respondeu o ogro, e transformou-se num leão. 
__ Isso não vale nada - disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato? 
__ É fácil - respondeu o ogro, e transformou-se num rato. 
O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse: 
__ Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás. 
__ Olá! - disse o rei 
__ Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem. 
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido: 
__ Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço. 
Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto. 
Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe: 
__ Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento? 
Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes. 
E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos para matar a fome... 

Contos, fabulas e historinhas: O Gato de Botas
(Charles Perrault)

Mais em: http://www.qdivertido.com.br

Gato - Colorir

Gato - Colorir

Interpretação de texto

Colorir

Gato colorir

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A grande corrida



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

EMÍLIA






 

            FEITA DE UMA SAIA VELHA DA TIA NASTÁCIA, A EMÍLIA ERA SÓ UMA BONECA ATÉ TOMAR AS PÍLULAS FALANTES DO DOUTOR CARAMUJO. TAGARELA DESDE ENTÃO, ELA VIVE A DAR IDÉIAS, A INVENTAR PALAVRAS E A QUESTIONAR TUDO.
           A EMÍLIA TEM UMA CANASTRINHA, UM TIPO DE BAÚ, QUE GANHOU DA TIA NASTÁCIA ONDE GUARDA AS MIUDEZAS QUE ENCONTRA PELA FRENTE, COMO CAQUINHOS DE LOUÇA, MOSCA MORTA, ALFINETE…

1.       INTERPRETAÇÃO
a.       SOBRE QUEM FALAMOS NA HISTÓRIA?
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b.      DE QUE ELA FOI FEITA?
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c.       QUEM A FEZ?
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d.      O QUE ACONTECEU COM ELA LOGO APÓS TER TOMADO AS PÍLULAS DO DOUTOR CARAMUJO?

2.      RE-ESCREVA O TEXTO EM LETRA CURSIVA NO SEU CADERNO