domingo, 26 de setembro de 2010

Questão de interpretação

Esse texto já circula na internet há muito tempo. Pode ser usado como exemplo em aulas sobre pontuação.

Um homem muito rico estava extremamente doente, agonizando. Pediu papel e caneta e escreveu, sem pontuação alguma, as seguintes palavras:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '

Não ressistiu e se foi antes de fazer a pontuação. Ficou o dilema, quem herdaria a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o texto:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aconta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aconta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história: A  vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. É isso faz toda a diferença...

(autoria desconhecida?!)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Roberto sem Carlos


Quando cheguei em São paulo arranjei serviço numa oficina, perto da casa da minha tia.

Estava aprendendo o trabalho e via que todos os dias meus colegas punham o nome num livro grosso que era guardado pelo dono da oficina. Ninguém me mandou assinar e eu estava achando bom porque não sabia escrever.

Um dia, "seu" Osvaldo chegou perto de mim com o livro e disse:

_ Roberto, a partir de segunda-feira você começa a assinar seu nome neste caderno. Todos os dias. Não esqueça.
Era uma sexta-feira e eu saí de lá muito preocupado. Não queria dizer para ninguém o que estava sentindo.

em casa me veio uma idéia, que foi esta: meu primo tinha um disco do Roberto carlos e eu fiquei pensando em copiar o Roberto do disco até sabê-lo de cor. Pelo menos ia escrever meu primeiro nome.

a letra R eu já sabia e assium foi fácil achar o Roberto. Só que eu não sabia onde acabava o nome Roberto e acabei decorando ROBERTO CARLOS.

Todos os dias eu escrevia no livvro: ROBERTO CARLOS.

Meu patrão começou a me chamar de Roberto Carlos e os meus colegas também.
Não sabia como explicar que era só Roberto. Mudei de nome, mas resolvi meu problema.

Roberto Soares